11 de setembro é Dia do Árbitro!

 

Árbitro:

É o indivíduo responsável por fazer cumprir as regras, o regulamento e o espírito do jogo ou desporto ao qual estão submetidos e intervir sempre que necessário, quando uma regra é violada ou algo incomum ocorre.

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Quando eu competia shiais, lá ainda na classe júnior, eu era do tipo que achava bonito ser malandro competindo. Malandro que eu digo é tentar levar a luta no papo, tirar shidô a meu favor, abrir os braços e fazer cara feia pro árbitro quando achasse que aquele yukô era pra ser waza-ari (que no fim era yukô mesmo). Mas é legal como a vida faz a gente amadurecer de formas tão sutis quanto prender o dedo na porta do carro.

Eis que chegou o meu tempo de aspirante à faixa preta, hora de começar a me preparar para o exame e juntar os requeridos pontos arbitrando festivais e trabalhando em várias competições no decorrer do ano. Foi aí que eu senti na pele o que é ser árbitro. Foi aí que eu percebi qual é a sensação quando um atleta juvenil fica contestando cada decisão sua; quando um técnico exaltado pede vídeo replay a cada pontuação dada ou quando uma mãe esbraveja do porquê não concorda que seu filho tenha perdido a competição. Eu vi tudo isso e mais um pouco, mas digo que quando você é árbitro ou já foi pelo menos uma vez, jamais fará essas coisas, ou jamais deveria fazer, pois sabe o quanto é difícil e o quanto deve respeitar cada um que está ali naquela função.

Eu aprendi a arbitrar participando dos cursos ministrados pela sensei Marilaine Ferranti (FIJ A) e é claro, na prática arbitrando as competições com a supervisão dos senseis Rodolfo Mathias e do sensei Eudes Gabriel. Todos árbitros de altíssima competência, com os quais aprendi muito, mas essa profissão tem um revés muito ingrato no que diz respeito a competência. A verdade é que, mesmo que você seja muito bom, e consiga fazer uma competição inteira sem um único erro, só existem duas pessoas possíveis a te fazerem um elogio: 1 – um outro árbitro e, 2 – talvez (eu disse TALVEZ) a sua mãe. Por outro lado, basta um erro pra choverem críticas e as pessoas nunca mais esquecerem de você.

Graças a Deus, não tive esse azar. Errei pouco enquanto trabalhava e espero continuar errando pouco nas próximas vezes. Até porque, arbitrar 30 ou 40 lutas num dia sem errar é humanamente impossível. Ainda mais quando você pega aquelas lutas de classe mirim/infantil. Sim, eu pessoalmente acho as mais difíceis. As crianças se enroscam e fazem uns golpes loucos, giram umas por cima das outras duas vezes antes de cair no tatame e a gente fica com aquela cara de pastel de vento sem saber pra quem dar o ponto.

Luta Infantil
Ele deve estar dizendo: Quando eu der comando “Osaekomi” não é pra vocês pararem de lutar!

Apesar de tudo isso, não há como mensurar a importância da arbitragem tendo vista que sem ela, não há competição. Hoje, no dia do árbitro esportivo, vale a pena (pelo menos nesse dia, se não for pedir muito) valorizar aqueles que muitas vezes deixam de competir para fazerem um evento acontecer. Aqueles que amam tanto o esporte que, estão sujeitos e dispostos a passar por todos os difíceis percalços desta profissão.

A todos os árbitros de todas as modalidades, minhas sinceras felicitações!

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